Ayahuasca - A medicina da floresta.


Nascido da própria experiência da minha própria, que me vi  perdida na minha primeira cerimônia, este livro é um guia prático e acolhedor para quem se aproxima da Ayahuasca pela primeira vez. Eu compartilho os detalhes essenciais que gostaria de ter conhecido antes da minhaprópria iniciação.

O Que Você Encontrará

Informações sobre a origem da bebida, a combinação do cipó Jagube e da folha Chacrona, e orientações práticas sobre dieta alimentar, vestimentas adequadas e o papel dos auxiliares durante o processo. O livro também explica as "limpezas" e "mirações" como partes naturais da jornada de cura.

Uma Jornada Segura

Este livro oferece o conhecimento necessário para que seu primeiro contato com a medicina seja seguro e transformador. Uma leitura indispensável para quem busca compreender a Ayahuasca e se preparar adequadamente para uma cerimônia.

Não deixe que o medo ou a desinformação o impeçam de explorar o potencial transformador da Ayahuasca.


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Livro o baralho cigano lenormand. O mundo mágico da cartomancia tradicional cigana.






 🌙 "Lenormand Revelado – O Caminho dos Símbolos, o Despertar da Intuição"
Entre os véus do invisível, existe um idioma sagrado — feito de imagens, arquétipos e sabedoria ancestral. Este livro não é apenas um manual sobre o Baralho Cigano Lenormand. É um portal.


Com linguagem clara, direta e profundamente conectada à alma, "Lenormand Revelado" guia iniciantes e iniciadas pelo caminho do autoconhecimento, da leitura simbólica e da intuição desperta. 

Cada carta é apresentada com detalhes históricos, significados tradicionais, interpretações modernas e aplicações práticas — tanto para a vida cotidiana quanto para a jornada espiritual.
Ideal para quem deseja:


✨ Ler as cartas com confiança, precisão e sensibilidade
✨ Despertar dons intuitivos adormecidos
✨ Compreender o Lenormand como ferramenta terapêutica e de autoconhecimento
✨ Atender clientes ou usar em rituais e consultas sagradas


Com exercícios, tiragens comentadas, segredos da leitura fluida e toques da tradição cigana, este livro é também um espelho: ao mergulhar nos símbolos, você se reencontra com sua própria magia.



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Os primeiros 7 anos.


Você sabia que até os sete anos de idade, você estava formando a base de como vê o mundo e como lida com ele hoje? Isso mesmo. O que você experimentou durante esses primeiros anos, até antes de aprender a falar bem ou ter a capacidade de discernir, moldou boa parte da sua visão de vida.

Imagine que você tem uma câmera dentro de você, captando tudo o que acontece ao seu redor: as emoções, as palavras, os gestos, as relações. Essa câmera, no início, não tem um filtro crítico. Ela simplesmente registra. E tudo que você viu até os sete anos foi interpretado pela sua criança interna, sem as ferramentas de compreensão que você tem hoje. Acontece que, naquela fase, não tínhamos maturidade ou capacidade para entender muitas coisas de forma clara. Então, acabamos criando uma visão de mundo que pode ser completamente equivocada ou limitada, porque não tínhamos o discernimento de um adulto.

Agora, o que isso tem a ver com você hoje? Acontece que, ao longo da sua vida, você pode carregar essas "informações antigas" de quando era criança e deixar que elas governem suas escolhas e sentimentos. Isso reflete nas suas relações, na forma como você reage aos desafios e até em como você se vê. Sabe aquelas reações automáticas que você tem, mas não sabe exatamente de onde vêm? É sua criança interior tentando fazer sentido do que aprendeu sem ter compreensão plena na época.

Entender o que sua criança interior absorveu e como ela ainda influencia sua vida é essencial para começar a mudar essas reações automáticas. É como revisar um software que foi instalado quando você era pequeno e que agora já não serve mais. Você tem agora, com a sua maturidade emocional e psicológica, a capacidade de redefinir essa programação, de ajustar o que não faz mais sentido e transformar as ideias e crenças que você herdou de um tempo onde você não sabia o que era melhor para você.

Então, quando falamos sobre a criança interior, estamos falando desse processo de revisão, de reprogramação. É entender o que você aprendeu até os sete anos e perceber onde isso precisa ser ajustado. E essa é uma grande chave para transformar as suas reações e a forma como você lida com o mundo, com a vida e com as suas relações.

Agora, a grande pergunta é: você está pronto para revisar essas informações e liberar as limitações que você carregou sem querer por tanto tempo? Quando você começa a trabalhar com a sua criança interior, você abre o caminho para uma nova visão de vida, mais madura, mais alinhada com a pessoa que você é hoje, e não com a criança que você foi no passado. O poder está em suas mãos. É hora de reprogramar e criar um futuro que faça sentido para você agora, não para a criança que você foi.

Deus é átomo.

Sabe, tudo ao nosso redor é feito de átomos — minúsculas partículas que, mesmo invisíveis, carregam a essência de toda a criação. E pensar nisso me leva a uma ideia poderosa: se Deus é tudo, e tudo é átomo, então Deus está em cada pedacinho do que existe. Não só no grande, mas no pequeno, no sutil, no invisível.

E é aí que entra o soltar. Porque esses átomos não precisam ser vistos para existir, eles já estão lá, prontos para se juntarem e formar tudo o que a gente imagina — pessoas, objetos, até sonhos. A gente começa a colocar energia, intenção, como se juntasse essas partículas numa figura, num arquétipo, num desejo. Mas o segredo maior é: depois de juntar tudo isso, a gente precisa soltar.

Soltar é um ato divino, forte, porque significa abrir mão do controle, das expectativas, do medo, da ansiedade que o ego cria. É deixar que a manifestação aconteça no tempo certo, sem forçar. Quando a gente segura demais, o ego trava a criação. Mas quando a gente desvia essa ansiedade, quando a gente para de torcer demais pelo que quer, quando a gente para de desejar excessivamente, o universo pode agir.

É um aprendizado constante: criar com intenção, mas liberar o controle com amor. É como se a gente colocasse Deus — ou essa energia sagrada do átomo — dentro do nosso sonho, e depois dissesse “vai, confio em você”. E aí, a vida começa a se desenrolar de um jeito natural, mágico, onde o impossível parece possível.

E tem mais: a física quântica nos mostra que o comportamento do átomo muda conforme o observador. Ou seja, nossa atenção, nosso foco, moldam a realidade. Somos co-criadores poderosos. Então, a cada minuto que a gente escolhe soltar, a gente também escolhe transformar. Soltar é liberdade, é poder, é entrega.

E você, já sentiu essa dança entre juntar e deixar ir? Entre querer e confiar? Essa é a magia de viver, de existir, de ser parte desse universo infinito que pulsa em cada átomo — e em cada um de nós.

O feminino em modo CLT.

A mulher não foi feita para a CLT. Parece forte dizer assim, mas é a verdade que a gente sente no corpo e na alma. O modelo de trabalho tradicional, com horas fixas, metas rígidas e pouca flexibilidade, foi criado pensando num ritmo masculino — linear, constante, sem pausas. Mas o corpo da mulher é cíclico, feito para pulsar em ondas de energia, emoções e transformações ao longo de um mês.

O choro que a gente vive, especialmente na TPM, não é fraqueza. É uma liberação poderosa de cargas que foram reprimidas. São emoções guardadas, tensões acumuladas, padrões impostos pelo mundo e por nós mesmas. Chorar é um ato de coragem, de entrega e de cura.

Durante os cerca de vinte e oito dias do ciclo menstrual, o corpo da mulher passa por fases de alta energia, criatividade e força, mas também por momentos de recolhimento, sensibilidade e instabilidade emocional. Esse ritmo natural merece ser respeitado. É no espaço que o corpo cria para descansar, sentir e se reconectar que a mulher encontra sua potência verdadeira.

Quando a mulher tenta se encaixar numa rotina fixa, ela se desconecta do seu próprio ritmo, e isso pode gerar sofrimento, exaustão e perda de sentido. Ao contrário do que parece, ser produtiva não significa estar ativa o tempo todo. Ser produtiva no ritmo do corpo significa reconhecer seus picos de energia e aproveitar ao máximo, mas também aceitar as pausas necessárias para renovar-se.

Mulheres que vivem respeitando seu ciclo podem ser muito mais criativas, focadas e realizadas do que aquelas que se forçam a seguir um padrão que não lhes serve. O mundo precisa urgentemente acolher essa sabedoria natural, e o trabalho precisa se adaptar para que a mulher possa florescer do jeito dela — com todos os seus altos e baixos.

Respeite seu ciclo, honre seu corpo, permita-se sentir e descansar. Sua produção mais potente está justamente nessa conexão profunda com quem você é.

Quer que eu deixe esse texto mais longo ou assim já te serve?

A sua voz: onda, vibração, informação.


“A voz não é só som. Ela é uma onda carregada de intenção, de emoção, de informação. Quando alguém fala com a gente, mesmo sem ver o rosto, a gente sente. Sabe se a pessoa tá triste, feliz, ansiosa, se tá mentindo ou se tá inteira ali. Isso não é só intuição. É física.

Toda vibração gera uma onda. E toda onda carrega uma frequência. A voz, quando atravessa o ar, vibra partículas. Vibra o ambiente. Vibra o corpo de quem ouve. É como se ela abrisse um canal direto entre o estado interno de quem fala e o estado interno de quem escuta.

Na física quântica, a gente aprende que tudo é energia e que toda energia tem uma frequência. A matéria, no fundo, é só energia condensada. Isso quer dizer que nossas palavras — e mais ainda, nosso tom de voz — são pura vibração entrando em ressonância com o mundo. Elas impactam a realidade. Elas colapsam possibilidades.

Quando você fala com verdade, sua voz tem uma coerência vibracional. Ela se alinha com seu campo e com o campo de quem te ouve. E isso cria conexão, confiança, escuta. Quando você fala desconectada, tentando esconder algo, o corpo do outro sente. Porque a onda chega desalinhada.

É por isso que certas vozes nos atravessam. Nos curam. Nos despertam. E outras nos incomodam, mesmo sem dizer nada agressivo. Porque não é sobre o conteúdo, é sobre a vibração que o som carrega.

A pergunta é: você tem consciência do que sua voz carrega? Você se ouve quando fala?

A voz é uma ferramenta de cura. De presença. De manifestação. Ela vibra no campo como um raio de verdade. Então, quando for falar, respira. Sente. E lembra: tua voz já é uma extensão do teu ser. Ela vibra por você.”

Pare de ser vítima enquanto há tempo.

A vitimização é uma armadilha silenciosa que muitas pessoas enfrentam, frequentemente originada de uma maneira de ver o mundo como uma criança.

 Quando alguém se coloca na posição de vítima, está, de certa forma, se vendo como alguém que não tem responsabilidades, onde o mundo externo governa suas ações e emoções. Essa mentalidade pode minar a autoestima e a confiança, levando a um ciclo de frustração e desânimo.

Quando se adota essa postura, há um risco de permanecer estagnado, como se ainda estivesse em uma fase onde as responsabilidades são limitadas e as ações são controladas pelo ambiente ao redor.

No entanto, é essencial compreender que todos têm o poder de mudar sua realidade.

 Assumir a responsabilidade pessoal não significa se culpar pelos desafios, mas sim reconhecer que, apesar das adversidades, cada pessoa tem a capacidade de fazer escolhas que impactam seu caminho.


A verdadeira transformação começa quando se decide parar de esperar que algo ou alguém venha resgatar. Quando deixamos de esperar que o tempo, o parceiro, o trabalho ideal ou o acaso resolvam por nós, abrimos espaço para algo muito mais potente: o protagonismo.

Assumir o papel de protagonista é sair do lugar de criança emocional e entrar na maturidade energética. É olhar para a própria vida com coragem e dizer: “Isso aqui é meu. Eu criei, consciente ou inconscientemente. E se eu criei, eu posso mudar.”

Essa mudança de postura traz não apenas mais autoestima, mas também mais paz. Porque, por mais desafiador que seja aceitar a responsabilidade, ela vem acompanhada de liberdade. A liberdade de escolher diferente. A liberdade de sair de ciclos repetitivos. A liberdade de honrar a si mesma com escolhas que sustentem quem você deseja ser — não quem você aprendeu a ser para sobreviver.

E não se engane: assumir essa posição não é um ato frio ou rígido. É um ato de profundo amor-próprio. É um abraço na sua história e, ao mesmo tempo, um rompimento com o que não serve mais. É o momento em que a adulta em você segura a mão da criança ferida e diz: “Agora eu cuido. Agora sou eu quem decide. Eu resolvo!”

Esse cuidado é firme. Amoroso. E real.

Quando você começa a se responsabilizar de verdade, o mundo se reorganiza. As relações mudam. Os resultados mudam. A vibração muda. Porque você para de funcionar no padrão de escassez, de abandono, de impotência — e começa a agir a partir de um lugar inteiro, forte, consciente.

E isso é o começo da verdadeira liberdade.

A fome por ser aceita.

Muitas mulheres carregam uma carga invisível que as faz viver na busca constante pela aprovação dos outros. Essa necessidade de validação externa, tão comum e ao mesmo tempo tão silenciosa, acaba se tornando uma prisão emocional. Elas tentam agradar a todos, esquecendo de si mesmas, sufocando seus desejos e necessidades para que o outro as veja, as aceite, as reconheça. E nessa entrega constante, muitas vezes acabam engolindo humilhações, passando por situações que ferem seu corpo e sua alma, tudo em nome de um olhar que as legitime.

Mas a verdade é que esse olhar externo, por mais que pareça essencial, raramente traz a satisfação completa. Porque o que está faltando não é reconhecimento de fora, e sim o reconhecimento que vem de dentro. A autovalidação, o amor-próprio, o respeito por si mesma — são esses os olhares verdadeiros que curam e fortalecem. Muitas mulheres inconscientemente se machucam — emocional e até fisicamente — tentando receber esse olhar do outro, sem perceber que esse olhar deveria ser dado primeiro por elas mesmas.

Esse processo de autovalidação é um caminho profundo e libertador. Quando a mulher aprende a se enxergar com cuidado e compaixão, ela quebra o ciclo da dependência emocional. Ela passa a reconhecer seus limites, a respeitar suas vontades, a dizer não sem culpa. A autovalidação não é apenas um ato de amor; é uma revolução interna que transforma a relação que ela tem com o mundo.

É importante entender que buscar a validação do outro é natural, porque somos seres sociais, programados para nos conectar. Mas quando essa busca se torna a base da autoestima, ela se torna perigosa. A mulher que depende exclusivamente do olhar externo está vulnerável a qualquer rejeição, a qualquer crítica. Ela pode se perder na tentativa de agradar, esquecendo quem realmente é.

Por isso, a mulher precisa se tornar sua própria fonte de luz e força. Ela deve aprender a olhar para si com olhos gentis, a reconhecer suas conquistas, suas qualidades, mas também suas dores, sem se julgar. Esse olhar interno fortalece a autoconfiança e cria um escudo contra as tempestades externas.

Além disso, quando a autovalidação acontece, a mulher passa a atrair relações mais verdadeiras, porque ela não carrega a necessidade desesperada de aprovação. Ela pode ser autêntica, estabelecer limites claros, e se posicionar sem medo. Isso transforma sua energia e abre espaço para conexões mais saudáveis.

No fundo, essa busca por validação é uma busca por pertencimento e amor. E para que o amor verdadeiro floresça, ele precisa começar dentro da própria mulher. Ela precisa se reconhecer como um ser inteiro, digno e suficiente, sem precisar da aprovação alheia para se sentir assim.

Esse processo não é simples e exige coragem. Requer olhar para dentro, enfrentar medos e inseguranças, e aprender a se amar mesmo quando tudo parece difícil. Mas é um caminho que vale a pena, porque liberta a mulher da prisão da dependência emocional e a conecta com seu verdadeiro poder.

E você, já parou para pensar como anda o seu olhar para si mesma? Será que você tem dado para si mesma o que tanto espera dos outros? Essa é a pergunta que pode transformar uma vida inteira.

O Luto por um Ente Querido: Uma Jornada de Cura e Reconexão


Perder um ente querido é uma das experiências mais dolorosas que podemos enfrentar. Essa perda profunda não apenas nos afeta emocionalmente, mas também tem impactos neurológicos, energéticos, psicológicos e físicos.

Neurologicamente: O cérebro passa por um processo de reorganização após a perda. A conexão com o ente querido ativa áreas do cérebro relacionadas à memória, emoção e recompensa. Quando essa pessoa se vai, o cérebro precisa se adaptar à nova realidade, o que pode levar a alterações nos padrões de pensamento e emoções. Estudos mostram que o cérebro pode experimentar um "choque" inicial, seguido


Neurologicamente: O cérebro passa por um processo de reorganização após a perda. A conexão com o ente querido ativava áreas cerebrais ligadas ao afeto, recompensa e segurança. Com a ausência, o sistema nervoso precisa recalibrar essas conexões. Esse vazio pode gerar sintomas semelhantes aos da abstinência, como confusão mental, sensação de irrealidade, ansiedade ou um tipo específico de dor que não encontra localização física — porque é, essencialmente, uma dor existencial.
Energeticamente: Quando nos conectamos a alguém profundamente, nossos campos energéticos se entrelaçam. Há uma dança sutil de troca vibracional, muitas vezes inconsciente, que sustenta e nutre. Quando essa conexão é rompida, há um desligamento abrupto que pode ser sentido como um “rasgo energético”. Sensações como exaustão, queda na vitalidade ou uma sensação de que algo essencial está “faltando” são comuns. O campo precisa se reorganizar, reestabelecendo seus limites e integridade.

Psicologicamente: A mente tenta compreender o incompreensível. O luto nos confronta com a impermanência, com a falta de controle e com a grande pergunta: “E agora?”. Pode surgir culpa, revolta, um apego quase obsessivo às memórias ou uma tentativa de manter viva a presença do outro por meio de hábitos, vozes internas ou rituais. É nesse espaço que muitas vezes nasce a espiritualidade profunda — o desejo de reencontro com o invisível, com o eterno.

Fisicamente: O corpo também sofre. O luto pode se manifestar como insônia, alterações de apetite, dores inexplicáveis, cansaço extremo ou tensão muscular. É como se o corpo, tão acostumado à presença do outro, precisasse de um tempo para reprogramar seus ciclos e suas respostas automáticas. O abraço que não vem mais, o cheiro que não está mais no ar, a ausência do toque — tudo isso reverbera no físico.

E então vem o tempo.
O tempo que não cura tudo, mas nos ensina a viver com as marcas. A ausência começa a se transformar em presença sutil — nas lembranças, nos ensinamentos, no jeito de ver o mundo. A dor começa a ser espaço. Espaço onde se planta a saudade, mas também o amor que não acaba. Porque o amor verdadeiro não se extingue com a morte. Ele muda de forma. E, com o tempo, é possível sentir esse amor se manifestando de maneiras novas — como força interior, como intuição, como uma paz que, vez ou outra, toca o peito em silêncio.

O luto é, no fundo, uma travessia. Uma ponte entre o que foi e o que ainda pode ser. E ao atravessá-la, nos tornamos mais humanos, mais sensíveis e — paradoxalmente — mais vivos.

O Luto do Ego em um Término de Relação


O término de uma relação é, sem dúvida, um dos momentos mais desafiadores que enfrentamos em nossas vidas. É um processo que vai além do simples término de uma conexão; é uma jornada interna de desconstrução e reconstrução do nosso eu. Quando nos relacionamos com alguém, criamos uma série de expectativas, rotinas e sonhos que, de repente, são interrompidos. Essa quebra de padrões pode ser sentida como uma verdadeira perda, e é natural que isso traga à tona uma série de emoções complexas.

Neurocientificamente, o luto pode ser entendido como um processo de reconfiguração do cérebro, onde antigas conexões e padrões de pensamento precisam ser reavaliados e reconstruídos. É um luto que, muitas vezes, envolve não apenas o fim de uma relação, mas também a desconstrução de partes de nós mesmos que estavam entrelaçadas com essa conexão.

Elisabeth Kübler-Ross, em seu modelo de cinco estágios do luto, propôs que enfrentamos diferentes fases durante esse processo: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Cada uma dessas fases representa uma etapa do nosso processo interno de adaptação à nova realidade. É importante lembrar que essas fases não são lineares e podem se sobrepor, ser revisitadas ou até mesmo vividas de forma não sequencial.

No entanto, entender essas fases pode nos ajudar a reconhecer que o que estamos sentindo é uma parte natural do processo de cura. O luto do ego em um término é uma oportunidade de redescoberta, um momento de olhar para dentro e compreender o que realmente somos, além das expectativas que tínhamos em relação ao outro.

Nesse processo, é essencial praticar a autocompaixão e permitir-se sentir todas as emoções que surgem. Cada sentimento, seja ele de tristeza, raiva ou até mesmo alívio, é válido e faz parte do caminho para a aceitação.

O luto do ego não é um sinal de fraqueza, mas uma prova de que estamos vivendo, sentindo e, acima de tudo, nos transformando. É um convite para nos reconectarmos com nossa essência e encontrar novas formas de nos expressar e de nos reinventar.

Lembre-se de que você não está sozinha nesse caminho. O luto é uma jornada que, com o tempo, nos permite descobrir novas forças e possibilidades. E ao final dessa jornada, há um espaço para a renovação e o renascimento do nosso eu.

Mediunidade: a verdade energética por trás da percepção aumentada


Por muito tempo, mediunidade foi associada diretamente a questões espirituais: guias, entidades, incorporações, fenômenos que nos conectam ao “além”. Mas e se a mediunidade não for exatamente sobre o mundo dos espíritos? E se ela for, na verdade, uma capacidade energética e humana de perceber o todo com mais clareza? Uma sensibilidade que não pertence apenas aos médiuns, mas a todos que se abrem para sentir com mais consciência?

O médium é, por definição, aquele que está no meio. Entre mundos, entre dimensões, entre frequências. Mas talvez o verdadeiro meio seja o centro da nossa consciência, quando ela se expande. Quando os nossos canais perceptivos, físicos e energéticos, se afinam ao ponto de perceber realidades que antes passavam despercebidas. Não porque vieram de fora, mas porque agora somos capazes de notá-las dentro e ao redor de nós.

Essa percepção aumentada não é um dom místico reservado a poucos. Ela é parte da nossa natureza humana, que foi sendo adormecida ao longo do tempo. A sociedade nos ensinou a duvidar do que sentimos, a filtrar demais, a racionalizar tudo. Mas a percepção energética, quando se abre, rompe essa lógica. Ela nos permite ouvir o que não foi dito, sentir o que não foi revelado, e perceber o campo vibracional de cada pessoa, ambiente e situação.

Isso pode ser lindo, transformador. Mas também pode ser desconfortável. Porque quando você percebe demais, você sente demais. E nem sempre é fácil carregar a densidade dos outros dentro do próprio corpo. É como se cada conversa, cada olhar, cada encontro, deixasse um rastro energético. Às vezes leve, às vezes pesado. E isso exige de quem percebe um esforço constante de presença, consciência e, muitas vezes, afastamento.

Não se trata de arrogância ou julgamento. Trata-se de sintonia. Quando alguém vibra em medo, guerra, disputa, e você está em busca de paz, essa desconexão dói. E por mais que exista amor, carinho ou história, o corpo da pessoa sensível muitas vezes não aguenta permanecer ali. O afastamento se torna uma escolha pela preservação energética. Um ato de amor próprio.

É importante entender que isso não se cura com explicação. Não adianta tentar racionalizar o que é vibracional. Quando a percepção se abre, o corpo vira um radar. Ele sente antes mesmo que a mente entenda. E por isso, cada relação, cada presença, precisa ser escolhida com cuidado.

A mediunidade, então, pode ser ressignificada. Não como um canal exclusivo para o mundo espiritual, mas como uma inteligência energética integrada ao ser. Um ponto de encontro entre o corpo físico, o campo emocional e o eu superior. É quando deixamos de buscar sinais fora, e começamos a perceber que tudo já está acontecendo dentro.

Essa é a nova consciência que está emergindo. Uma percepção que não separa espiritualidade de humanidade. Que entende que tudo é energia. Que não vê o “médium” como um ser especial, mas como alguém que ousou abrir o que é natural. Que teve coragem de sentir mais fundo, mesmo quando isso custa conforto e relações antigas.

Desmistificar a mediunidade é devolver à humanidade o que é dela por direito: a capacidade de perceber com verdade, com presença, com clareza. E isso não depende de religião, doutrina ou crença. Depende apenas da sua disposição em se manter desperto, mesmo quando o mundo pede que você durma.

A percepção é o começo de tudo. E quem sente com profundidade, transforma tudo ao redor sem precisar dizer uma palavra.

Seja bem vindo! Vamos conversar?

  Meu nome é Paloma de Assis Baptista, sou uma pesquisadora da mente humana e uma apaixonada pela humanidade.  Há 10 anos estudando medicina...

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