O processo de Siddhartha, o Buda.

Siddhartha começou sua jornada tentando entender o sofrimento humano. Ele viveu uma vida de luxo, depois abriu mão de tudo para buscar respostas na meditação e no desapego extremo. Durante anos, ele se submeteu a práticas duras, quase ao limite do corpo, tentando vencer o ego pelo esforço físico e mental.

Mas ele percebeu que o caminho do extremo sacrifício não era o certo — isso só aumentava o sofrimento e o apego. A partir daí, ele buscou o “caminho do meio”, uma prática equilibrada entre o esforço e a aceitação. Foi nessa calmaria que, sentado sob a árvore Bodhi, ele entrou numa profunda meditação e enfrentou seus demônios internos — tentações, dúvidas, medos, e claro, o ego que tentava distraí-lo.

Não foi um único momento fácil, foi uma batalha interna intensa e prolongada. Ele não simplesmente “desligou” o ego num piscar de olhos; foi um processo de observação, compreensão e transformação profunda. Ele viu as raízes do sofrimento — o apego, a ignorância e o desejo — e, ao desapegar disso tudo, seu ego perdeu o poder de controlar sua mente.

Então, a iluminação veio como o resultado de anos de prática, de luta e de autoconhecimento profundo. Nada rápido, nada simples — um processo real e humano, que só aconteceu porque ele persistiu.

O seu sistema nervoso é sua vibração.


O sistema nervoso não é apenas uma rede que transmite estímulos — ele é a base viva da forma como interpretamos, reagimos e moldamos a realidade. Cada crença instalada em nossa psique não fica apenas no plano mental: ela se fixa no corpo, especialmente no sistema nervoso, e passa a reger nossas reações automáticas.

O instinto primário: sobrevivência

Nosso corpo é, antes de tudo, um organismo feito para sobreviver. O sistema nervoso foi estruturado para identificar ameaças e agir rapidamente. Quando uma crença é repetida diversas vezes — principalmente em estados emocionais intensos — ela se torna parte da resposta automática de sobrevivência. Isso quer dizer que o corpo registra aquela ideia como uma verdade biológica. Ela deixa de ser só um pensamento e vira um comando fisiológico.

Exemplo prático

Se, por exemplo, uma pessoa cresceu ouvindo (e vivendo) que "é perigoso se destacar" ou que "dinheiro corrompe", seu sistema nervoso pode entender que riqueza ou visibilidade representam perigo real. Assim, sempre que ela tenta manifestar sucesso ou prosperidade, o sistema entra em estado de alerta. Mesmo que ela queira conscientemente algo novo, o corpo trava, desvia ou sabota.

O papel do ego nessa estrutura

O ego atua como o "guardião" desse sistema. Ele observa os padrões que mantêm a sobrevivência e os reforça. Para o ego, mudar pode ser visto como morrer. Ele protege a pessoa de novas experiências que poderiam desestabilizar o que já está “funcionando” — mesmo que isso inclua dor ou limitação.

O ego é construído sobre crenças antigas, formadas muitas vezes em momentos traumáticos ou em fases vulneráveis da infância. Ele organiza a identidade com base nessas informações e passa a operá-las como verdades absolutas. O sistema nervoso, por sua vez, responde a esse sistema de crenças com reações automáticas: ansiedade, medo, fuga, congelamento ou até doenças físicas.

A saída: ensinar o corpo que é seguro mudar

Desfazer essas estruturas exige mais do que apenas pensar diferente. É preciso ensinar o corpo que ele está seguro para viver algo novo. Técnicas como respiração consciente, meditações somáticas, práticas corporais e afirmações profundas podem ajudar o sistema nervoso a se regular novamente, criando espaço para novas experiências.

Enquanto o corpo não se sentir seguro, o que desejamos não se sustenta. O sistema nervoso sempre vai corresponder àquilo que ele reconhece como sobrevivência — não ao que desejamos mentalmente.

Conclusão

Transformar a vida passa, necessariamente, por transformar o corpo. É preciso reeducar o sistema nervoso para que ele entenda que é seguro prosperar, amar, aparecer, mudar. Crenças não são apenas ideias — são padrões biológicos. E o ego, por mais rígido que pareça, pode aprender que existe vida além da repetição do medo.

Quando o corpo acredita, a realidade se transforma.

Chacras, o disco rígido do corpo.

Os Chakras como Discos Rígidos do Corpo Energético

Nosso corpo energético é como um grande sistema vivo de informação. Cada chakra funciona como um disco rígido — um centro de armazenamento, processamento e distribuição de energia vital. Eles arquivam e canalizam nossas emoções, crenças, memórias e padrões mentais em tempo real.

Assim como um disco rígido físico guarda arquivos e programas que mantêm um computador funcionando, os chakras organizam nossos registros emocionais e espirituais. Tudo o que vivemos, sentimos e pensamos — especialmente de forma repetida — vai sendo gravado nesses centros.

Agora imagine o que acontece quando pensamentos negativos começam a se repetir como arquivos corrompidos. Raiva não digerida, tristeza sufocada, culpas antigas e mágoas não liberadas funcionam como vírus sutis. Eles invadem o campo energético, distorcem a vibração natural do chakra e prejudicam seu fluxo.

Quando um chakra está sobrecarregado ou bloqueado, sua função também se desequilibra:

O chakra da garganta perde a fluidez da expressão.

O cardíaco fecha para o amor.

O plexo solar se confunde entre poder e controle.

O sacral trava o prazer.


Por isso, limpar pensamentos, liberar emoções acumuladas e trabalhar mágoas antigas é como fazer uma faxina no disco rígido do espírito. É reorganizar o sistema interno, desinstalar o que não serve mais, atualizar os programas internos com verdades mais leves, presentes e conscientes.

Essa limpeza não é só mental — ela é energética. Ela envolve escutar o corpo, acolher o que pulsa, abrir espaço para o novo e deixar ir o que pesa. Cada perdão é um antivírus. Cada nova escolha, uma reinicialização. Cada pensamento luminoso, uma atualização de software da alma.

Quando o chakra está limpo, ele gira como deve: com luz, ritmo, força e sabedoria.

O impacto de repetir afirmações, pela neurociencia.


Em um mundo onde somos constantemente bombardeados por informações e expectativas, encontrar um momento de paz e autoaceitação pode parecer desafiador. No entanto, há uma prática simples e poderosa que pode nos ajudar a redescobrir nossa força interior: as afirmações positivas.

As afirmações são mais do que meras palavras. Elas são sementes que plantamos em nossa mente, cultivando um solo fértil para o crescimento de pensamentos e sentimentos positivos. Quando repetimos essas afirmações, estamos, na verdade, moldando o caminho pelo qual nossos pensamentos fluem, criando uma trilha de luz em meio às sombras da dúvida e do medo.

Neurologicamente, cada vez que repetimos uma afirmação positiva, estamos ativando sinapses em nosso cérebro, como se estivéssemos fortalecendo uma ponte que conecta nossos desejos mais profundos à nossa realidade. Com o tempo, essas conexões se tornam mais fortes, mais automáticas, e começamos a ver o mundo através de uma lente de positividade e esperança.

Imagine seu cérebro como um vasto campo de possibilidades. Cada afirmação positiva que você repete é como uma semente plantada nesse campo. Com amor e dedicação, essas sementes crescem, florescem e se tornam parte de um jardim exuberante de pensamentos e emoções que nutrirão sua alma.

E assim, com cada pensamento positivo, com cada afirmação, você está não apenas transformando sua mente, mas também criando um espaço para que o amor, a abundância e a paz floresçam em sua vida.

Permita-se, minha querida, acreditar na magia que reside dentro de você. Cada afirmação é um passo em direção ao seu verdadeiro eu, à sua luz interior. E, ao fazer isso, você se torna um farol de amor e inspiração para todos ao seu redor.

Minha primeira experiência com ayahuasca (Santo Daime)


(Relato postado no blog antigo, em 2022, da minha primeira  experiencia no Santo Daime, vivida em 2019, e hj já se completam 6 anos dessa doutrina que só meu deu luz e sabedoria) 



Cá estou para relatar a minha primeira experiência com o Santo Daime, só pela ótica do que eu pensei e do que eu vivi. Lembrando que não existe verdade absoluta e que todos nós tomamos como verdade aquilo que mais nos faz sentido. Eu preferi não explicar algumas coisas sobre como surgiu o Santo Daime e propriedades do chá, para o texto não ficar muito extenso e por já ter muitas explicações na internet a respeito.



PORQUE PROCUREI O SANTO DAIME?? Eu sempre fui muito curiosa. Faço pesquisas antes de dormir, como por exemplo, de como é feito salsichas e pulo para como era o sexo na Grécia antiga até como surgiu as civilizações anunnakis. Com Santo Daime não foi diferente. Comecei a pesquisar desde Novembro de 2018, e não parei mais. 

Se tornou uma resolução para 2019, e 15 de Março (ontem) pude concretizar isso. Com muito orgulho. Alguns vão pensar: Mas porque demorou tanto? Bom, final de ano e carnaval foram determinantes, mas o que mais me segurou foi a distância, pois seria em torno de 3 horas ida e 3 horas volta, no lugar que eu encontrei na internet. Até que encontrei um lugar perto de casa, no bairro vizinho (prefiro não dar o endereço por dois motivos, não pedi autorização, nem sei como isso funciona e acho que quem realmente tiver interesse, vai encontrar, me perguntando ou não). 

Achei que seria pertinho, mas não foi bem assim, o acesso difícil o torna longe, mas não é um limitador pra quem quer muito conhecer. Entrei em contato pelo faceobook e dois dias depois uma mulher me ligou, muito simpática e carinhosa, com a finalidade de fazer uma espécie de entrevista no qual pergunta sua experiência com o Daime (se já teve), com outras religiões e de saúde, como psicológico, exercícios e alimentação (bebidas, cigarro, carne). Terminando ela explica todo o funcionamento da casa.




SE PREPARANDO PARA O DIA DO DAIME Você terá que usar roupas claras, homens de calça e camisa branca e mulher de saia longa e blusa tampando ombros e sem decote. Eles recomendam não comer carne e beber álcool antes. Um falou que era por 3 dias antes do dia do Daime, outra que poderia ser só no mesmo do Daime, e um falou que dentre as coisas a ser evitar, incluía o sexo. Leve um lanche leve, como uma fruta, caso sinta fome e como os dias de trabalho levam em média de 5 até 12 horas, é importante. 

Use sapatos confortáveis, eu fui de chinelo mesmo, como muitos que estavam la, algumas mulheres estavam de sapatilha. Levei garrafinha de água e biscoito, mas não senti fome nenhuma ou sede. Eles pedem pra levar um casaquinho, pois como é na mata costuma esfriar na madrugada. Alguns pedem uma contribuição simbólica, que varia muito, podendo ser de 35 reais até 50, dos que eu vi até o momento não passava disso. É uma contribuição que realmente faz jus, o gasto com velas, eletricidade, bebedouros, água, gás para a confecção do chá.




DE DIFÍCIL ACESSO Dos que eu pude coletar informação, todos eram de difícil acesso, geralmente em sítios afastados, com natureza predominante, alguns no meio da mata virgem. Se prepare para estradas de terras e sem iluminação. Não costuma ter transporte público próximo e acredito que o uber não toparia, pois o endereço não costuma aparecer no Google Maps (pelo menos não integralmente), por ser de difícil acesso mesmo. 

QUANDO CHEGUEI Fui sozinha, conhecendo apenas a mulher muito simpática que me entrevistou no telefone, mas isso não foi um problema. São muito acolhedores e educados, fui muito bem recebida, tem uma especie de alojamento com algumas camas, com banheiro e chuveiro, tudo simples e limpo. Eles disseram que algumas pessoas deitavam lá antes de ir embora.Tinha pessoas aparentando 20 anos, outras 70 anos e tinha gravidas de 8 meses também.




COMEÇO DE TUDO Tudo começa numa tenda redonda, com som de um sino. O que me pareceu foi o que os hierarquicamente superiores (padrinhos e madrinhas), ou os mais antigo na doutrina, sentam-se mais no centro, próximo da mesa, cantando os hinos, usam violão, e chocalhos. O lugar que você senta é escolhidos pelas auxiliares (os auxiliares são homens e mulheres que se revezam para auxiliar todo mundo, quem passar mal, precisar de água, precisar deitar ou dar explicação de tudo o que acontece), tem regra para onde você vai sentar, além da divisão de homens de um lado e mulheres do outro, tem algo que ainda não pude entender, pois antes de ser levada onde fiquei sentada em toda a sessão, perguntaram a minha idade e se eu era casada. Eu me senti bem calma, acho que a forma como eles acolhem acalma qualquer um. Eles iniciante rezando algumas vezes a ave maria e o pai nosso para começar os hinos, hinos quais que costuma ser vendido em livrinho, que não perguntei o preço, mas tudo é meio simbólico, não deve ser caro. Após alguns hinos, é anunciado a primeira dose de Daime, os hierarquicamente superiores vão pra fila primeiro e depois os demais.




O CHÁ O chá, conhecido como ayahuasca, estava numa garrafa, e era colocado em pequenos copos de vidro. Em média quantidade, em torno de 150 a 200 ml, era servido. Era mais grosso que eu pensava porém bem coado. Quando pensamos em chá, pensamos em algo aguado, mas esse não é. Senti um leve adocicado que achei que até teria mel, mas não tem. É ruim, mas nada do outro mundo, é ruim suportavelmente rss. 

E quando você está motivado e fazer essa viagem interna, é besteira ligar pro gosto. Assim que bebemos, voltamos para o nosso lugar e nos focamos nos hinos cantados. Ao sentar já notei que algumas pessoas já começaram a fechar os olhos, achei curioso pois achei que o efeito seria demorado, mas não foi. Fiquei com muito medo de passar mal, pelo gosto, e por que achei nas pesquisas, muitas pessoas falando que passava muito mal. Mas acredito que uns 10 minutos depois já fiquei com vontade de fechar os olhos.




QUANDO TUDO COMEÇOU Ao fechar os olhos, na minha mente surgiu algumas imagens, muitas cores vivas que mudavam de uma pra outra gradativamente, vermelhos, verdes, violetas, azuis, todas intensas e pensei: nossa isso é alucinógeno. Mas julguei rápido demais. Vc nada via de olhos abertos, você precisava dos olhos fechados para sentir. As cores eram sentidas na minha pele, era como se as cores fossem sentimentos e cada uma delas davam uma sensação diferente. 

Raiva, felicidade, medo, culpa, afeto, paixão...Como um óculos de realidade virtual, mas você abria os olhos quando queria, se mexia de forma mais lenta, pois você fica sim num relaxamento absurdo. Era, ao meu ver, uma meditação profunda e irresistível. Você não fica fora de si, pelo contrário, você fica dentro de si, como você jamais ficou um dia. 

Eu procurei o Daime achando que seria uma expansão de consciência, mas ali, ficou mais claro pra mim que era o inverso, é uma interiorização de consciência. Pensamentos que existem dentro de você, que não chegam na superfície, ele se libera ali, e você entende que não é uma ilusão externa, é uma visão sua interna que sua existência, criação e limitações terrenas te impede de ver. Não achei uma experiencia espiritual, achei sensorial. Depois as visões vinham como formatos, que se transformavam em outros. 

E tudo isso, eu sentindo que era uma liberação de sensações que já existiam dentro da minha mente. Cada sentimento tinha uma cor e uma força energética. Como uma grande carga de adrenalina. Tem pessoas que tem visões perfeitas de quando eram bebê, outras de situações que a mente havia bloqueado. Nos intervalos dessas Viagens observei muito ao meu redor e estavam todos, em torno de 30 pessoas, cada um fazendo a sua viagem própria, peculiar de cada mente.



CHORO Acho que fiquei duas horas chorando, saia muitas lágrimas, mas não de tristeza. Sabe quando você vê algo na TV, um filme ou série que dá aquela emocionada leve? Então, com o Daime, a emocionada leve é forte, e chorei muito por pequenas coisas que se não fosse o chá, eu teria segurado como de costume. Uma cor surgiu, era um violeta iridescente, achei linda e por isso chorei muito, coisas assim rs. Tudo o que eu via e achava bonito, era motivo de choro, e lagrimas... E era tudo tão lindo.




DELÍRIOS E REVELAÇÕES Delírios não tive nenhum, eram tudo com base na realidade, coisas que vivi, senti, era uma sensação de felicidade e gratidão que não cabia em mim. Fiquei grata por ter tido a coragem de estar ali, sem que fosse com o conforto de alguém ter q me levar. Grata por cada segundo que estive ali. Não vi nada espiritual, como ver seres e entes queridos lá, do seu lado... O acontecimento todo é dentro de você e não fora. A revelação não me parece ser aquela que você busca, surgiu na minha cabeça algo que eu jamais pensei, nunca refleti antes sobre. Você não controla as coisas que surgem, elas vão pulando na frente e se mostrando como querem. 

TREMEDEIRAS E ARREPIOS Senti tremedeiras constantes, mas aqueles que não eram visível aos olhos, eu sentia minha mão tremer mas olhando pra ela, não estava trêmula. Nas pernas e braços. Eram sensações ótimas. Os arrepios foram um caso à parte. Eram orgásmicos e contínuos, imagine essas sensações por 40 minutos, 1 hora? Senti muito próximos dos joelhos e nos ombros, ate o cotovelo, nas laterais do braço. Intensos, maravilhosamente intensos. As tremedeiras eram mais como vibrações internas, elétricas.




CHOQUES DE ENERGIA Depois senti milimétricos choques de energia no corpo, As pessoas costumam dizer que tudo é energia, mas eu imaginava uma energia pesada, condensada, mas não foi isso que senti ali. 

Em cada pedacinho do corpo tinha pontos de energia que mais pareciam faíscas elétrica, dessas que vemos na eletricidade mesmo, que hora tinham cargas (e era maravilhosa a sensação) outras estavam mais apagadinhas, mas ainda sim eram possíveis de sentir, como arrepios, mas eu não ficava arrepiada, era sentido mas não externado, impressionante! 

Era sentido na pele, mas ao fechar os olhos eu me permitia sentir mais, e ficava mais intenso, explosivo até. Me lembrou o filme infantil Monstros S.A. Lembra quando a "Boo" ria ou gritava de susto e vinha altíssimos impulsos elétricos? Bem isso mesmo!! Tudo isso na primeira dose.




SEGUNDA DOSE Eu achei muito intenso a primeira dose que até demorei a tomar a segunda. Mas quando eu senti diminuindo a sensação da energia, eu fui, pedi pra ser uma quantidade menor no copo, fiquei preocupada com o horário em como eu ia sair dali dirigindo rs. 

Sou tão controladora que eu oscilava em me permitir sentir aquilo tudo e me pegar na preocupação cotidiana. Eu via pessoas tão entregue que me fazia ver o quanto eu tava sendo tola. Na segunda dose, a viagem não foi igual, senti outras coisas. Entendi minha obsessão por controle ali, via todos sentadinhos, de olhos fechados, entregues as suas próprias mentes e eu abria o olho sempre, querendo observar, entender, classificar. 

E certas coisas da vida não são explicáveis. Eu tinha algumas questões q eu as nomeava de uma forma, e ali vi que não era o correto, eu fujo de algumas situações e eu tinha uma justificativa para tal, mas era apenas o bom e velho medo do enfrentamento, de me indispor, queimar cartucho, mas que isso não era bom pra mim. Quando eu fujo de algo, eu fatalmente carrego esse algo comigo, ao invés de resolve-lo ou deixa-lo ir. 

Imagina, carregar cada coisa que seu coração te dizia pra dizer, expor, e não falou? Cada incômodo que sentiu e não protestou? Já pensou nesse acúmulo que você carrega? Quando eu fechava os olhos, parecia que eu estava sozinha no salão. Só eu e as vozes das pessoas cantando, outra sensação maravilhosa. 

Eles fazem intervalos na cantoria dos hinos, intervalos de silêncios absolutos, com baixa luz que te ajuda muito na meditação e concentração. Via, na minha mente, um lindo por do sol, espetacular, com nuvens em movimento, os raios dos sol se movendo.Lindos demais!!!!




SONO ABSURDO! Em um dado momento, senti um sono absurdo, e quando isso acontece, tem no mesmo lugar, espaços reservados para você deitar um pouco, é só pedir às auxiliares que te ajudam. Dormi ali, com aquelas sensações e as vozes cantando os hinos e foi o melhor cochilo que tirei na minha vida. Voltei renovada e acho que dormi por uns 10 minutos... Perdemos a noção do tempo lá. Eles contam o tempo pelo número de hinos que cantam. Eu senti sono forte duas vezes, só uma que cochilei. Da segunda vez estava perto do final. 

PASSAR MAL Sim, não escapei dessa. Mas julguei mal o "passar mal". Senti que ali era o necessário, pois depois o corpo ficava melhor, mas leve pra meditar e mais disposto, parecia limpeza mesmo. Como sempre as Auxiliares te ajudam, existem lugares próximos que são específicos para quem esta com náuseas. Senti irritabilidade, fiquei preocupada em chegar em casa passando pela estrada de terra sem iluminação sozinha. Mas toda hora eu tentava voltar ao momento presente para não perder nenhuma das sensações. Como me sentia renovada após o cochilo, após "passar mal" também me sentia. 

TERCEIRA DOSE Não senti necessidade de tomar uma terceira dose. Lá vi pessoas que tomaram mais de quatro e pessoas que tomaram apenas a primeira. 

ENCERRAMENTO Eles encerram com hinos específicos e rezas, palavras bonitas no final do padrinho que guia os trabalhos e uma energia muito forte de amor. Boa parte das sensações cessam ao final, elas vão reduzindo aos poucos. Antes de acabar eles param de servir o chá, acredito que para fazer o encerramento com a certeza que todos já haviam feito sua "viajem" e não correr o risco de irem pra casa ainda sob o efeito do chá.




CONSIDERAÇÕES Foram muitas, mas vou falar de algumas que ainda lembro.

 *As pessoas choram, homens e mulheres choram uns na frente dos outros sem julgamento e sem vergonha, ali estamos dentro demais de si que não nos prendemos por julgamentos que temos fora dali. Tudo é muito emocionante. 

*Alguns se sentiram indispostos com mais intensidade, sentiam ondas de calor ou frio de causar tremedeira. 

*Ninguém desmaiou ou recebeu santo. 

*Senti frio pois na mata esfria mesmo.Leve um casaquinho básico. 

*aconselho a beber algo quando puder... como eu chorei muito e passei mal, no dia seguinte fiquei como se estive com ressaca e acredito que seja a falta de liquido no corpo. 

*inclusive os que passaram muito mal, dizem que foi uma experiência muito rica e sempre voltam 

*não se passa mal uma vez só, pessoas que frequentam há anos também passaram, só os mais antigos que não vi passar mal, talvez pelos hábitos, alimentação e dedicação. 



*recomendo muito, mas não é qualquer que ainda esta pronto pra ir, precisa buscar e querer ir de verdade. 

*o chá não me pareceu alucinógeno, ninguém lá viu elefante voador por exemplo rs. Me pareceu mais interiorização de consciência. A meditação ultra ativada, dos sonhos de qualquer pessoa que pratica meditação. 

*Daime fala muito de amor, é só amor, se você estar com intuito de algo para prejudicar alguém, vai perder seu tempo lá. 

*SIM, vou voltar. Dependendo das próximas experiências conto aqui. *São dois tipos de dia de trabalhos, um de mínimo de 5 a 7 horas, sentado e uns que levam 12 horas em pé, dançando. Cheguei lá 20:30 e saí de lá 3:40 da manhã. (fotos do google para ilustrar)

Yin e yang: A sua base, a sua estrutura.

O yin e o yang vivem dentro de nós como bases essenciais, sendo o feminino e o masculino que nos formam. O masculino que carrego traz a herança do meu pai — uma assinatura biológica, uma família, uma criação que corre nas minhas veias, nos meus ossos, no meu sangue. O feminino, por sua vez, é a base que minha mãe me deixou — outra criação, outro conjunto de forças que moldam quem sou.

Essas fundações são insubstituíveis; não dá para negar a genética dos nossos pais, porque ela constrói o corpo, a mente e a alma que habitamos. E quando há desconexão entre o masculino e o feminino, entre essas duas partes que nos formam, nasce em nós uma desconexão maior — a falta de conexão com nós mesmos.

Essa desconexão não começou conosco, mas foi herdada da relação entre nossos pais, das suas próprias falhas em se unir. Viemos a este mundo para aprender a lidar com essas duas forças, a misturá-las, a valorizar nossa existência como a soma dessas energias. É esse aprendizado que guia nosso caminho e constrói nossa vida.

Quer que eu continue? Ou quer que eu deixe mais poético ou mais direto?

O medo como ferramenta.

E Se o Medo Fosse Seu Aliado?
Sentir medo. Quem nunca? Aquela sensação gelada que sobe pela espinha, o coração que dispara, a mente que congela. Por instinto, nossa reação é fugir, lutar, negar.

 Tratamos o medo como um inimigo a ser vencido, um intruso indesejado em nossa paz interior. Mas e se essa percepção estivesse... incompleta? E se o medo, na verdade, fosse um mensageiro disfarçado, batendo à sua porta com uma informação crucial?

Imagine o medo não como a ameaça em si, mas como o som estridente de um alarme de incêndio. O alarme não é o fogo; ele apenas alerta para o perigo real, para a fiação defeituosa escondida na parede que precisa urgentemente de atenção. 

Da mesma forma, o medo frequentemente não aponta para um perigo externo iminente, mas sim para uma "fiação defeituosa" interna: uma crença limitante, um sistema de pensamento que já não lhe serve mais, que está desalinhado com quem você realmente é ou deseja ser. 

Ele surge, desconfortável e insistente, para dizer: "Ei, olhe aqui! Algo em seu sistema de crenças precisa ser revisto."Nós possuímos uma energia vital única, uma força que nos impulsiona. Pense nessa energia como água pura e cristalina fluindo abundantemente.

 Nossas crenças, por outro lado, são os canos por onde essa água deve passar. Crenças fortalecedoras são canos limpos e largos, permitindo que a energia flua livremente, nutrindo nossa vida. Crenças limitantes, no entanto, são como canos enferrujados, estreitos ou até mesmo bloqueados. A energia tenta passar, mas encontra resistência, acumula pressão, gera vazamentos. O medo, a ansiedade, a insegurança... esses são os sintomas dessa pressão, os sinais de que o fluxo energético está sendo obstruído por uma crença que já não condiz com a vastidão do nosso ser.

É um ato de abrir-se à atenção que o medo demanda, não para se paralisar, mas para investigar.

 Que crença está sendo sinalizada aqui? Que pensamento está filtrando minha energia e gerando esse sentimento? Ao invés de lutar contra o mensageiro, podemos escolher ouvir a mensagem.

Acolher o medo dessa forma transforma nossa relação com ele. Deixa de ser uma batalha constante e passa a ser um diálogo interno, uma oportunidade de autoconhecimento e cura. 

É como usar uma bússola interna: o ponteiro trêmulo do medo não indica necessariamente um monstro lá fora, mas sim um desalinhamento aqui dentro, uma crença que nos desvia do nosso verdadeiro norte.

 Ao prestar atenção e ajustar a rota interna – revisando e transformando crenças limitantes – permitimos que nossa energia volte a fluir livremente, e o mensageiro, tendo cumprido seu papel, pode finalmente silenciar. 

Que tal começar a ouvir o que seu medo tem a dizer?

Você ainda vive sua infância financeira?


Existe dentro de você uma criança de sete anos que ainda vê o dinheiro como algo distante, inalcançável, como se fosse um tesouro guardado por adultos gigantes que decidem quem pode ou não chegar perto. Essa criança olha para o mundo e pensa: “Eu não controlo nada, só posso esperar que alguém me dê.” Ela não entende que o dinheiro não é uma sorte que cai do céu, mas a consequência natural do que você cria, faz e oferece.

Essa criança, mesmo crescida, às vezes ainda trava nessa crença — que o dinheiro depende do outro, do patrão, dos pais, de uma fonte externa que ela não pode tocar. E aí, ela fica parada, esperando, achando que não pode ser diferente. Mas o que ela não sabe é que o dinheiro é uma resposta do seu próprio movimento, do seu esforço, da sua ideia, do seu trabalho.

É hora de olhar para essa criança, pegar ela no colo, e dizer: “Você pode, sim. Você tem o poder de criar seu próprio caminho. O dinheiro não é um gigante que está longe — é uma porta que você pode abrir com suas próprias mãos.” Amadurecer essa relação é um passo para assumir seu lugar no mundo, para tirar o medo e a dependência, e transformar a sua vida financeira em algo que nasce de você.

E essa transformação começa no momento em que você decide olhar para essa criança com carinho, sem medo, e ensinar a ela que o dinheiro pode ser seu aliado — não um mistério ou um obstáculo. Porque, no fundo, essa criança só quer se sentir segura, capaz e dona do próprio destino.

O Poder Transformador da Vergonha


Em nossa jornada pela vida, frequentemente nos deparamos com sentimentos que preferimos evitar. Entre eles, a vergonha se destaca como uma emoção poderosa e muitas vezes desconfortável. Mas, e se eu lhe dissesse que essa vergonha, que tanto tememos, pode ser a chave para desbloquear as portas trancadas dentro de nós?

A vergonha é uma emoção que muitas vezes nos faz sentir pequenos, inadequados ou até mesmo indesejáveis. Ela surge quando enfrentamos situações em que sentimos que não estamos à altura ou que algo em nós não é aceitável. No entanto, ao invés de fugir dela, podemos encará-la como um convite para uma jornada de autodescoberta.

A vergonha é uma emoção complexa que muitas vezes está enraizada em experiências passadas e em como fomos socializados para ver a nós mesmos e nosso comportamento. Ela pode surgir quando sentimos que não atendemos a padrões que consideramos importantes, seja impostos por nós mesmos ou pela sociedade.

Fisicamente, a vergonha pode se manifestar de várias maneiras. Podemos sentir um calor no rosto, um aperto no peito, ou até mesmo um nó na garganta. É como se nosso corpo estivesse fisicamente reagindo a uma ameaça, mesmo que essa ameaça seja interna e não algo externo.

A vergonha muitas vezes vem de julgamentos que internalizamos, seja de outras pessoas ou de nós mesmos. Pode ser um reflexo de sentir que não somos bons o suficiente ou que não merecemos amor e aceitação.

Entender a vergonha é um passo importante para nos libertarmos dela. Ao reconhecer suas raízes e como ela se manifesta em nosso corpo, podemos começar a trabalhar para transformar esses sentimentos. A autoaceitação e a compaixão por nós mesmos são fundamentais nesse processo.

Ao aprender a lidar com a vergonha de maneira saudável, podemos nos libertar das amarras que nos impedem de viver plenamente e autênticamente.

Quando sentimos vergonha, estamos sendo confrontados com partes de nós mesmos que, de alguma forma, acreditamos que não merecem ser vistas ou aceitas. Mas, e se essas partes escondidas fossem, na verdade, tesouros esperando para serem descobertos?

Ao enfrentarmos nossa vergonha, podemos acessar informações valiosas sobre quem realmente somos. Esses sentimentos muitas vezes reprimidos são como pistas que nos guiam para áreas de nossa vida que precisam de cura e transformação. É como se, ao abrir essas portas trancadas, pudéssemos nos libertar de padrões antigos e nos permitir viver de maneira mais autêntica e plena.

Encarar a vergonha não é um processo fácil. Requer coragem, vulnerabilidade e um compromisso profundo consigo mesmo. Mas, ao fazer isso, você se abre para uma transformação poderosa, permitindo-se crescer e evoluir de maneiras que você nunca imaginou ser possível.

Então, da próxima vez que sentir aquela pontada de vergonha, lembre-se de que ela pode ser a chave que você precisava para abrir uma nova porta em sua vida. Uma porta que leva ao autoconhecimento, à cura e, finalmente, à liberdade de ser quem você realmente é.

Você despertou ou está sonâmbulo?

Tem muita gente por aí falando de “despertar espiritual” como se fosse moda. Como se fosse sobre enxergar o outro plano, ver espírito, canalizar energia, falar com guias. Mas despertar não é sobre o outro. Não é sobre plano nenhum. É sobre você com você.

Você pode estudar todos os mestres do mundo, repetir todos os mantras, usar todas as pedras. Mas se não tiver coragem de olhar pra dentro e reconhecer a bagunça que tá aí, você não despertou. Tá só enfeitando o sono.

O despertar real não é bonito. Ele destrói. Ele bagunça. Ele tira sua máscara, expõe seu ego, esfrega na sua cara todos os seus vícios, hábitos ruins, pensamentos tóxicos que você finge que não tem. E aí? Aí é você com você. Não tem guru, não tem curso, não tem ritual que faça esse trabalho por você.

O ego, esse serzinho mimado de dois anos que comanda sua vida com manhas e birras, precisa ser colocado no lugar. Porque o despertar só começa de verdade quando o ego passa a servir à essência — e não o contrário.

E a essência não grita. Ela sussurra. Ela mostra sua força no silêncio, na calma, na coerência. E pra ouvi-la, você vai ter que calar o barulho interno, o medo, a comparação, o vitimismo.

Despertar é se lembrar de quem você é. De que você tem uma função aqui. De que você não veio a passeio. Você veio pra ser ferramenta de consciência num mundo entorpecido.

Então antes de falar em “mudar o planeta”, muda a si mesmo. Desperte a coragem de se corrigir. De abandonar o personagem. De olhar no espelho e finalmente reconhecer a força que tava adormecida em você.

O despertar é isso: não um fim místico, mas o início real da sua presença no mundo.

A mecânica da fotogênica.

“A Liberdade de Ter um Rosto Vivo”

Quantas vezes você olhou para uma foto sua e pensou: essa não sou eu?

Quantas vezes abriu a câmera frontal do celular, fez uma careta de rejeição e fechou com pressa, como se tivesse flagrado algo indesejável? Como se estivesse pegando a si mesma no pulo, mostrando um lado que não deveria aparecer.

Talvez você, como tantas de nós, tenha desenvolvido uma persona. Uma espécie de “rosto oficial” — o sorriso certo, o ângulo certo, a feição que aprendeu a usar para ser amada, compreendida, aceita. Uma máscara socialmente palatável, construída com anos de pequenos acertos e correções diante dos espelhos do mundo.

E é por isso que, quando se vê desprevenida — com a cara lavada, emburrada, emocionada, vulnerável — bate um desconforto. Uma frustração silenciosa. Algo como: cadê eu?
Ou pior: essa sou eu?

Mas e se for?

E se justamente nesse rosto cru, volátil, espontâneo, viver a sua beleza mais real?
E se sua alma tiver expressões múltiplas porque é feita de marés, de noites, de ventos e fogo?

A sua cara muda.
Ela muda quando está cansada. Quando está plena. Quando está sóbria. Quando está entregue. Quando lembra de um trauma. Quando sente prazer.
Seu rosto não foi feito pra estar pronto, congelado, igual. Seu rosto é um instrumento vivo, reagente, selvagem.

Você é uma floresta de feições. E não deveria se podar para caber num retrato.

O incômodo que você sente ao se ver não vem de uma feiura que não existe. Vem do desacordo entre o que você acha que deveria parecer e o que você de fato é.
Esse desacordo é aprendido. Foi ensinado. Você foi levada a crer que sua beleza está na constância — quando na verdade, ela pulsa na instabilidade.

É libertador reconhecer:
Você não precisa se ver linda o tempo todo. Você só precisa se ver inteira.

A Paloma que chora é tão digna quanto a que sorri.
A que se fecha, a que não sabe o que sente, a que olha de cara vazia pro nada — todas elas são você. E todas elas têm direito de existir, de serem olhadas com ternura, sem correção.

Quer uma prática real?
Sente-se diante do espelho e veja. Só veja.
Repare sem julgar. Note sem arrumar. Deixe o rosto se mostrar como está, sem tentar trazer de volta o "rosto que funciona".
Aos poucos, você vai reconhecer que você é essa pessoa, com todas essas caras, com todas essas nuances.
E quando você se acostumar com isso, vai começar a achar isso bonito.
Mais que bonito. Vai achar isso livre.

Porque ser uma mulher com um rosto livre é revolucionário.
É negar a domesticação da expressão.
É dizer: “essa sou eu — hoje assim, amanhã não sei, e tudo bem.”

Que a gente escolha amar as nossas feições móveis, instáveis, reais.
Que a gente ache beleza até nas dobras do cansaço, na secura do olho, no canto da boca que não se animou.
Porque tudo isso é a prova de que estamos vivas. De que temos alma.
E nada é mais bonito do que uma alma que se mostra.

Seja bem vindo! Vamos conversar?

  Meu nome é Paloma de Assis Baptista, sou uma pesquisadora da mente humana e uma apaixonada pela humanidade.  Há 10 anos estudando medicina...

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